O Efeito Pet: A saúde cardíaca das pessoas que possuem animais de estimação

Muitos estudos têm explorado a relação entre a posse de animais e a saúde cardiovascular, analisando-se a pressão arterial, frequência cardíaca e atividades físicas de pessoas que possuem animais de estimação comparando com aquelas que não possuem animais. A American Heart Association revisou esses estudos e publicou uma Declaração Científica [7] conectando a posse de animais de estimação à prevenção de doenças cardiovasculares.



Pressão sanguínea mais estável
  • Tutores de animais de estimação possuem a pressão arterial sistólica significativamente menor do que pessoas que não os possuem

  • Tutores de animais de estimação - particularmente tutores de cães - estão associados diretamente a diminuição do risco de doenças cardio-vasculares

Uma recomendação comum de saúde pública é que as pessoas façam, pelo menos, 30 minutos por dia de atividades de intensidade moderada em 5 ou mais dias por semana, ou pelo menos 20 minutos por dia de atividade de intensidade vigorosa em 3 ou mais dias por semana. A atividade de caminhada é amplamente promovida, pois é acessível à todos e pode ser realizada pela maioria dos adultos. Além disso, a caminhada minimiza os fatores de risco cardíaco, como colesterol, pressão arterial, diabetes, obesidade, rigidez vascular, inflamação e estresse mental.


Aumento da atividade física

Enquanto passear com o cachorro pode proporcionar benefícios para a saúde, grupos como o K9 Fit Club (na foto) incorporam animais de companhia em exercícios mais rigorosos para melhorar a motivação.

  • Os donos de cães praticam mais atividade física, caminham e são mais propensos a realizar a atividade física recomendada do que os não-proprietários.

  • Em média, os donos de cães andam mais minutos por semana do que os não proprietários

  • Animais de estimação influenciam positivamente o nível de atividade física humana

  • Os donos de cães realizam significativamente mais minutos por semana de atividade física e caminhada e têm 57% mais chances de atingir o nível recomendado de atividade física do que os não-proprietários.

  • A caminhada do cão está associada a uma menor incidência de obesidade [1] [2]

Um estudo que analisou dados de uma Pesquisa de Fator de Risco Comportamental da Universidade de Michigan descobriu que a caminhada do cão estava associada a um aumento significativo na atividade física e de lazer.

  • As pessoas que possuem cães caminhavam cerca de uma hora a mais por semana do que as pessoas que não possuem cães.

  • Aproximadamente 60% de dog walkers preenchiam os critérios para atividade física regular moderada e/ou vigorosa, enquanto que, nas pessoas que não passeavam com cães o preenchimento dos critérios é de 45%.

  • Um risco significativamente menor de morte por doenças cardiovasculares (incluindo derrame) foi observado entre os donos de gatos [4]

Reduzindo o Stress e Melhorando a Recuperação Cardiovascular
  • Uma crescente quantidade de livros tem demostrado a duração da recuperação cardiovascular após a exposição de stress como um fator de grande risco para a hipertensão arterial.

  • Animais de estimação podem reduzir a reatividade ao estresse agudo, bem como diminuir a existência de stress.

  • Comparando as pessoas que não possuem animais de estimação, versus com as pessoas que possuem animais de estimação estes tiveram frequência cardíaca de repouso significativamente menor, pressão arterial sistólica, pressão arterial diastólica; e demonstraram uma reatividade de FC, PAS e PAD significativamente menor durante um exercício aritmético mental e retornaram aos níveis basais mais rapidamente. [5]

Um estudo recentemente financiado pela HABRI descobriu que uma simples intervenção por e-mail compartilhando a importância da caminhada e o impacto positivo de caminhar com a saúde de um cão eram ferramentas eficazes para promover a caminhada.


Essas intervenções fizeram com que os participantes aumentassem e mantivessem a caminhada do cão ao longo de um período de 12 meses.


A intervenção por e-mail para donos de outros animais diferentes dos cães também aumentou a quantidade de tempo de caminhada semanal , no entanto, os donos de cães acumularam significativamente mais minutos de caminhada por semana do que as pessoas que não são donas de cães. [6]


Para mais informações sobre Doenças Cardiovasculares:

Fonte: HABRI - Human Animal Bond Research Institute - Cardiovascular Health

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Referências
  1. Levine, Glenn N., et al. “Pet Ownership and Cardiovascular Risk A Scientific Statement From the American Heart Association.” Circulation 127.23 (2013): 2353-2363.

  2. Friedmann, Erika, and Sue A. Thomas. “Pet ownership, social support, and one-year survival after acute myocardial infarction in the Cardiac Arrhythmia Suppression Trial (CAST).” The American journal of cardiology 76.17 (1995): 1213-1217.

  3. Reeves, Matthew J., et al. “The impact of dog walking on leisure-time physical activity: results from a population-based survey of Michigan adults.” J Phys Act Health 8.3 (2011): 436-444.

  4. Qureshi, Adnan I et al. “Cat Ownership and the Risk of Fatal Cardiovascular Diseases. Results from the Second National Health and Nutrition Examination Study Mortality Follow-up Study.” Journal of Vascular and Interventional Neurology 2.1 (2009): 132–135.

  5. Allen, Karen, Jim Blascovich, and Wendy B. Mendes. “Cardiovascular reactivity and the presence of pets, friends, and spouses: The truth about cats and dogs.” Psychosomatic medicine 64.5 (2002): 727-739.

  6. Richards, Elizabeth A., Niwako Ogata, and Ching-Wei Cheng. “Randomized Controlled Theory-Based, E-Mail-Mediated Walking Intervention Differences Between Dog Owners and Non-Dog Owners.” Clinical Nursing Research (2016): 1054773816657799.

  7. https://drive.google.com/file/d/1vkM_7YrYu6XRJ7tQewpy--CJyyhMBKi0/view?usp=sharing

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