A coragem é condição sine-qua-non para o Veterinário Líder


Uma atitude vale mais do que mil palavras. E isso não implica em buscar atitudes com perfeição. Assuma a imperfeição, com coragem. Autoconhecimento e elevada autoestima são excelentes ingredientes também. E, finalmente, a Coragem do Líder contagia sua equipe e trazem muito mais benefícios para o Hospital Veterinário e para a Clínica Veterinária - do que o contrário. Essa coragem auxilia a resolver problemas difíceis, romper paradigmas e a resolver conversas difíceis.


Não ter medo do "exercício da liderança" e, adotando coragem como premissa - pode ser um excelente direcionamento para a sua empresa.


Veja o artigo na íntegra, logo abaixo


A coragem dos líderes é contagiosa


A aclamada Brené Brown, da University of Houston, traz seu tema da vulnerabilidade para o terreno da liderança

HSM Management, edição 138 - Fev'20


“Defino um líder como alguém que assume a responsabilidade de identificar o potencial das pessoas e dos processos, e que tem a coragem de desenvolver esse potencial. Em corporações, organizações sem fins lucrativos, organizações do setor público, governos ou mesmo escolas e comunidades religiosas, precisamos desesperadamente de um número maior de líderes comprometidos com uma liderança corajosa e sincera, que possuam autoconsciência suficiente para liderar como base no coração.”


Quem faz essa provocação, bastante atual, é Brené Brown, pesquisadora na University of Houston, que se tornou mundialmente famosa com seu TED Talk sobre “O poder da vulnerabilidade”. Ela também é autora de cinco best-sellers: A arte da imperfeição, A coragem de ser imperfeito, Mais forte do que nunca e, mais recentemente, A coragem para liderar e Eu achava que isso só acontecia comigo.


Mas é fácil encontrar essa coragem em quem manda? Não. “Não temos conseguido desenvolver as habilidades necessárias nos líderes porque não nos aprofundamos na humanidade desse trabalho”, escreve a professora em artigo na revista Rotman Management. “Basicamente também nós não temos coragem de falar a verdade sobre isso.”


Com base em entrevistas e com envolvimento de estudantes de MBA, Brené Brown apresenta um conjunto de habilidades que representam a coragem que se procura nas lideranças dos dias de hoje.


Coragem inclui assumir a vulnerabilidade


Na essência de uma liderança ousada, como tem explicado Brown, está uma verdade profundamente humana que raramente é reconhecida, especialmente no trabalho: coragem e medo não são excludentes. “A maioria de nós se sente corajosa e com medo ao mesmo tempo. Às vezes, vulnerável o dia todo.”


No caso da liderança, a coragem necessária também passa, obrigatoriamente, por “assumir” a vulnerabilidade, o que inclui, por exemplo, manter-se curioso e “generoso” em relação ao que é novo, saber avançar em meio à confusão que caracteriza a identificação e a solução de problemas, não ter medo de tomar partido e ouvir com a mesma paixão que se quer ser ouvido. “Mais do que tudo, é manter o coração e a mente abertos, de modo a poder servir o trabalho e as outras pessoas, não o nosso ego”, define a professora.


Segundo sua pesquisa, a coragem depende de quatro habilidades que podem ser aprendidas e medidas: